Os trabalhos de arquitetos e artistas modernistas foi o ponto de partida para o desenho da coleção. Regaste de formas lúdicas e orgânicas utilizadas por Burle Marx em seus projetos paisagísticos, as linhas sinuosas que Niemeyer usara no projeto de sua residência (Casa das Canoas), a leveza e beleza dos elementos do Instituto Moreira Salles projetada por Olavo Redig de Campos, traços leves e fluídos dos painéis de Portinari, entre outros. 

As peças remetem a uma arquitetura em pequena escala com formas orgânicas e retas, contrapondo com a solidez dos materiais utilizados. Buscou-se a valorização da matéria prima nacional com a utilização de pedras exóticas oriundas de diversas partes do país; a diversidade cultura do Brasil é representado pelo contraste de materiais e texturas como as pedras (granito, mármore e quartzito), madeira (nogueira), metal (latão polido) e vidro (incolor e bronze). As mesas são componíveis e podem ser usadas separadamente ou em conjunto em composições aleatórias e mutáveis.


Todos os elementos da coleção conversam entre si e criam um diálogo que remete a um passado revisitado através uma nova proposta de composição e proporções, valorizando os contrates e criando superfícies flutuantes e cambiáveis. A pedra simboliza a eternidade e ancestralidade, a madeira traz a natureza viva e calor, o vidro de superfície quase invisível e rígida, o dourado do latão remete a sofisticação.

São Paulo, 2017.